O tempo passa e diferentes tipos de estruturas são criadas com o objetivo de diminuir os impactos sobre o meio ambiente, se tornando exemplos bem acabados de construções sustentáveis. Um projeto muito curioso como o Earthscraper (ou arranha-terra, em contraposição aos arranha-céus), da empresa Bunker Arquitectura, ficou muito parecido com a Torre Eiffel, só que de ponta-cabeça, para colocar a arquitetura do Centro da Cidade do México de pernas para o ar.
O primeiro projeto conceitual desse estilo é de 2010 e mostrava 65 andares e 82 mil metros quadrados em uma pirâmide invertida. Mas havia um problema com a área escolhida para a construção: o resultado seria mais apropriado em um local de clima seco e frio, com um terreno sólido conservando o calor, como em uma estufa. Mas foi escolhido um lugar de clima quente. Não havia possibilidade de ventilação.
Parece estranho, mas esse não foi o único projeto desse tipo. Um outro também chamado Earthscraper, de 2007, foi um pouco mais bem resolvido do ponto de vista ambiental.
A luz solar entrava no edifício subterrâneo por uma abertura central e chegava aos pontos mais profundos graças a um sistema de espelhos auto-regulados. A circulação de ar natural seria forçada por meio de quatro bicos de sucção que assegurariam a circulação de ar.
Mas o melhor deles quando se trata de resolver questões ambientais, foi o projeto de Matthew Fromboluti, localizado no Arizona. Intitulado “Above Below” (Acima Abaixo), propõe a construção de um edifício que preencha uma cratera deixada no deserto por uma antiga mina. Com profundidade de 900 metros e quase 300 mil metros quadrados de largura, o espaço verde serviria à agricultura e ao lazer, projetado por sistemas passivos que funcionam bem em climas quentes, incluindo refrigeradores evaporativos e uma chaminé solar para criar circulação de ar.
Fonte: Greenstyle, da Greenvana